sábado, 22 de junho de 2013

Ibama apreende 32 aves no RN‏ e multa proprietário em R$ 19 mil


          Pássaros foram encontrados engaiolados dentro de uma casa em Touros. Entre as aves havia azulões, galos-de-campina, caboclinhos e papa-capins.

       Uma equipe de fiscalização do Ibama apreendeu, na manhã desta sexta-feira (21), 32 pássaros silvestres numa residência em Touros, a 90 quilômetros de Natal. Entre as aves havia azulões, galos-de-campina, caboclinhos e papa-capins. O proprietário da residência quis resistir à fiscalização e foi conduzido à delegacia de polícia do município. Ele foi autuado em R$ 16 mil pela posse ilegal dos animais e outros R$ 3 mil por dificultar a ação fiscalizatória.

      Segundo os agentes ambientais federais que participaram da ação, os pássaros estavam distribuídos por toda a casa, até mesmo dentro de quartos e banheiros. Como o estado de saúde da maioria é bom - e nenhuma das espécies é ameaçada de extinção - poderão ser devolvidos à natureza rapidamente. "As exceções são um tiziu, que não tem uma das asas (provavelmente amputada pelo manejo ou captura incorretos), e um sibite, que está com as pontas das penas aparadas. O sibite poderá ser solto assim que as penas crescerem novamente. Já o tiziu deverá permanecer para sempre em cativeiro", informou o Ibama.

       O autuado tem 20 dias para apresentar defesa ao Ibama. Todavia, como manter aves sem licença é crime, deverá responder a um processo na Justiça e, se condenado, poderá pegar um ano de detenção. Já a pena por dificultar a ação do Ibama pode chegar a três anos de detenção.

      O Ibama alerta: a manutenção de animais silvestres em cativeiro causa prejuízos à natureza. As aves são os principais responsáveis pela dispersão de sementes e, por isso, são as grandes mantenedoras das florestas, tanto no litoral quanto no interior. Matar, caçar ou aprisionar aves e outros animais silvestres, além de ser crime e acarretar pesadas multas, provocam danos nos ecossistemas e afetam até a vida humana.

 Fonte: Do G1 RN

 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

VEREADOR É AUTOR DE PROJETO DE LEI QUE PROÍBE O SACRIFÍCIO DE ANIMAIS EM  RITUAIS DE CAMDOMBLÉ.


          Autor do projeto de lei que proíbe o sacrifício de animais em rituais de candomblé, o vereador de Salvador Marcell Moraes (PV) se diz defensor da liberdade religiosa e considera a prática uma questão cultural. “Não quero mexer na questão religiosa, só acho que cultura não pode ser tortura. 
         Todo mundo achava bonito criar passarinho em gaiola, animais de circo e galos de briga. Há a tendência de mudança. Daqui a 20 ou 30 anos, a ausência dos sacrifícios será uma coisa comum”, alegou o político em entrevista ao Bahia Notícias. Moraes pontuou que a proposta não quer a extinção de rituais ou oferendas, mas sugere a substituição da oferta de animais sacrificados por plantas ou folha. “Os orixás são entidades boas e todos nós sabemos que matança de animal não é uma coisa boa. Eles vão entender”, opinou. 
          Ele lembrou ainda a presença de crianças durante os sacrifícios. “Quando a criança assiste, ela pode achar aquilo comum e amanhã ou depois maltratar animais”, declarou, ao equiparar a morte de bichos durante os rituais à “tortura” em gaiolas, vaquejadas e pet shops. "Fui eleito protetor dos animais. Isso não é uma briga religiosa", acredita. Questionado sobre a utilização de carne na alimentação, Moraes avaliou que a sociedade ainda não está preparada para tanto. “Futuramente, daqui a uns 10 anos, quero apresentar um projeto que proíba comer carne”, vislumbrou.

Fonte: BahiaNoticias